quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Novas regras para a reforma em Portugal

Limite de idade (70 anos)

Adequação dos Organismos ao limite de idade para reforma: Tendo em vista a nova idade mínima para reforma, sugerimos que sejam tomadas algumas providências para sobrevivência de toda e qualquer empresa:
1. Transformação das escadas existentes em rampas com corrimão não escorregadio;
2. Colocação de suporte para apoio nas casas de banho após a ampliação para possíveis cadeiras de rodas;
3. Substituição de todo o sistema de telefones, por aparelhos mais modernos que possibilitem que a perda de audição provocada pela idade avançada, seja compensada com o aumento de volume amplificado;
4. Aumento de tamanho de todas as fontes de impressão dos documentos emitidos a partir desta data, possibilitando a leitura em futuro próximo;
5. Compra de lentes de aumento para distribuição aos funcionários;
6. Aumento de tamanho dos monitores de computador para 27 polegadas ;
7. Implementação dos seguintes tipos de falta não descontada:
Ø Esquecimento do local de trabalho;
Ø Esquecimento de como se faz o trabalho;
Ø Falta de ar;
Ø Incontinência urinária;
Ø Dor nas costas;
Ø Comparência em funeral de colegas que estavam prestes a aposentar-se.
8. Implementação de porta bengalas em todas as mesas de trabalho;
9. Despertador individual para casos de sono diurno;
10. Aumento das letras de todos os computadores;
11. Instalação de uma UTI Geriátrica de última geração;
12. Aumento do 'time-out' para o encerramento das portas dos elevadores, tendo em vista a agilidade de locomoção dos funcionários ainda existentes;
13. Aquisição de armários para fraldas e remédios para uso dos funcionários;
14. Proibição de qualquer actividade ou vestuário dos funcionários mais
novos que possa provocar ataque cardíaco ou desregulamento do marca-passo do colega, próximo da idade mínima em questão;
15. Criação de exercícios físicos voltados para a terceira e quarta idade;
16. Revisão da avaliação de desempenho do funcionário, incluindo o item 'Lembrança da Senha', sendo que o funcionário, prestes a aposentar-se nos termos da lei, que ainda se lembre da sua senha, tenha a nota máxima neste item;
17. Alteração nas instruções de pedido de aposentação: Incluir Atestado de Óbito.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Novelas e afins...

Os anos 70 e 80 ficaram e marcaram a nossa forma de ser e de estar pela música, pelos filmes, pelo colorido da moda, pela boa disposição de grandes peças de teatro, e pela vida que levei numa pequena vila da Beira Baixa de onde sairam grandes talentos da nossa sociedade cultural.

Os anos 80 deixam-me saudades, recordo-os por tudo e por nada: por algum perfume que me transporta no tempo, por uma musica ouvida na renascença, por um prato de culinária que só a minha avó (já falecida) fazia, uma voz mais elevada ou enfurecida que me lembra os ralhetes que a minha mãe (já falecida) me dava devido à minha irreverência, enfim... e as porradas verbais que levava por ver as novelas, mas isso dava um livro, acreditem... eu apaixonei-me aos 7 anos pela "Gabriela Cravo e Canela" e segui todos os episódios apesar dos meus pais não quererem, mas era a única que dava, tinha um valor diferente do que se vê agora. Eram 20/30 minutos a seguir aos 20/30 minutos das noticias do dia, no único canal de televisão de que dispunha. Era fantástico ver uma mulata bonita, irreverente e descalça (eu identificava-me muito embora seja caucasiana).
A partir daí vi todas. Todas contribuiram para a formação de alguns traços que me são caracteristicos (saliento que eramos um país fechado, num pós ditadura onde no interior do país não chegava ainda a cultura. Não havia acesso a conversas de foro sexual com ninguém, a mentalidade muito conservadora, fazia de nós, crianças, exploradores natos de outros valores - os meus pais foram emigrantes e eram mais "open minded".

Lembro com grande saudade a Escrava Isaura com Lucélia Santos, à hora do almoço, a Ciranda de Pedra com Eva Wilma no papel de suposta louca, O pai herói com Toni Ramos, O Astro com Francisco Cuoco, a Tieta do Agreste com Betty Faria, Água Viva com Reginaldo Faria, Guerra dos Sexos com Paul Autran, Roque Santeiro com Duarte Lima e Débora Duarte e etc... etc... seria uma lista interminável.... mas hà bem pouco tempo fiquei muito marcada pela novela "O Clone" - foi sem dúvida a que mais me fez pensar na realidade das mulheres muçulmanas e na condição humana.

Ver novelas é saudável, mas apenas seguir uma ou duas... mais que isso é vício e como qualquer vicio... é mau! São uma distracção e não uma obrigação. Hoje em dia tudo é mais banalizado e perdem-se valores de quem só nos finais de 70 e inicios de 80 viveu essa realidade social.

Como é bom recordar tempos tão maravilhosos, como diria António Mourão "oh tempo, volta p'ra trás, traz-me tudo o que eu perdi..."

Aahhh.... bons velhos anos 80

E se pudesse voltar atrás, a que ano da sua vida voltaria?
Qual foi o ano que mais o marcou? Porquê?
Fale, desabafe, comente... eu prometo responder e apoiar.


Mesmo que haja música de anos mais actuais o que importa é ouvir música!

Os anos 80 foram importantes para si?